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As competências para o futuro do trabalho

“O trabalho mudou e ainda passará por mais transformações!” … Acredito que você já tenha ouvido ou lido sobre isso em algum lugar. E ainda arrisco um palpite que esse tema deve ter despertado em você pelo menos uma pontinha de curiosidade ou preocupação. Afinal, é o seu futuro que está em jogo e você não vai querer entregá-lo tão facilmente assim para os seus novos concorrentes. Ou vai?!

Segundo o Fórum Econômico Mundial, em 2018 as máquinas executaram 29% dos trabalhos comparados com 71% dos executados por pessoas. Em 2022 espera-se que essa relação seja de 42% para as máquinas e algoritmos e 58% para humanos e, até 2025, estima-se uma proporção de 52% para 48% respectivamente.  

Atividades fabris, organização, correios, cargos de secretariado e caixas de supermercado são algumas das atividades que já começam a ser substituídas por robôs, em uma realidade que já chegou ao Brasil 

Para os mais pessimistas, que se concentram na escassez de trabalho ou na perda de emprego por robôs e pela Inteligência Artificial, o caos será inevitável. 

Para os mais otimistas, toda essa tecnologia e automação veio para sacudir, ressignificar o trabalho e melhorar as condições de vida. Grandes oportunidades a vista.  

Independente do time que faça parte, qualquer pessoa precisa saber que está na hora de se PREPARAR e DESENVOLVER novas habilidades para acompanhar todas essas mudanças que estão acontecendo. 

Se assim como eu, você já está cansado de notícias ruins, a boa de hoje é que não estou aqui para trazer problemas e nem para te deixar mais ansioso e amedrontado.  Pelo contrário, a proposta é que tenha consciência da importância de ficar atento as movimentações. 

Historicamente, a tecnologia mais substituiu ocupações e empregos do que eliminou e, não podemos negar que, ela vem trazendo inúmeras soluções para os mais diversos problemas da vida cotidiana, além de ser fonte fundamental para geração de produtividade e riqueza. Trocar o trabalho braçal e árduo do campo por um mais intelectual, ter mais tempo e opções de lazer do que antes e doenças foram erradicadas com os avanços tecnológicos. 

Por isso, é improvável que muitas ocupações desapareçam por completo, mas com certeza o tipo de trabalho, a execução e locais serão redefinidos, impactando a forma de se manter e como trabalhar com os outros. 

Seria muita pretensão minha prever o futuro e querer ditar regras sobre o que deve ser feito, mas uma coisa é fato: a automação, inteligência artificial e os robôs é uma realidade e por ora, você tem duas opções:  ficar parado, preocupado esperando que algo aconteça ou ficar atento ao ambiente externo e escolher a melhor forma de aprender num mundo cada vez mais incerto e complexo. 

“Sorte é estar pronto quando a oportunidade vem.” Oprah Winfrey

Antes pessoas competiam com pessoas e precisavam se diferenciar dos próprios semelhantes através de habilidades técnicas como outro idioma, mestrado, doutorado, conhecimento especifico em determinadas máquinas e ferramentas. 

Hoje, nossos concorrentes são:  Alexa, Cortana, Siri, Watson. Caso você não tenha reconhecido, esses nomes não são de seres humanos e sim de assistente digitais que já nasceram não só falando como trocando ideias. 

Então, o que fazer? A resposta é simples: ser humano. Parece fácil, mas nem tanto pois não fomos instruídos para desenvolver essas habilidades, conhecidas como SOFT SKILLS, que dizem respeito a personalidades e comportamentos, capacidades mentais, emocionais e sociais de cada um. 

Então, como fazer? As habilidades técnicas continuam sendo importantes, porém não mais suficientes para nós diferencias da Siri.  Essas habilidades podem ser desenvolvidas com treinamentos práticos uma vez que essas habilidades precisam ser demonstradas com atitudes e não somente com palavras. 

Tem uma frase comum nas organizações que “o profissional é admitido por suas habilidades técnicas e demitido, na maioria, pela falta de habilidades comportamentais.”  Por exemplo: um profissional da área de contabilidade análise e concilia um balanço como ninguém, ou profissional da área jurídica que conhece tudo sobre a Lei de comercio internacional na ponta da língua, mas ambos não sabem expor suas ideias, brigam com seus pares, quando líder não respeita a equipe. 

Portanto, não é a Inteligência Artificial que substituirá seu trabalho, e sim a Inteligência Socioemocional

E para que o Watson não ganhe aquela promoção que tanto você almeja ou a Cortana não te substitua na sua empresa, é melhor você ficar atento nas habilidades mais requisitas para ao profissional do futuro: 

  1. CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO
  2. PENSAMENTO CRÍTICO 
  3. COMUNICAÇÃO 
  4. EMPATIA
  5. IEMOCIONAL
  6. LIDERANÇA E INFLUÊNCIA SOCUAL
  7. PERSUAÇÃO E NEGOCIAÇÃO
  8. FLEXIBILIDADE E RSOLULIÇÃO DE PROBLEMAS COMPLEXOS
  9. COLABORAÇÃO
  10. APRENDIZADO ATIVO E ESTRATEGICO
  11. TECNOLOGIA  

Essas competências são comuns nas seguintes fontes de pesquisas: 

(1) Fórum Econômico Mundial que é uma organização sem fins onde principais líderes mundiais se encontram para discutirem os assuntos mais urgentes enfrentados mundialmente.  

(2) National Research Council que é uma organização americana que faz pesquisas sobre importantes temas para ajudar governos desenharem políticas publicas   

(3) Base Nacional Comum Curricular que é o documento que estabelece conhecimentos, competências e habilidades que se esperar que todos os estudantes desenvolvam ao longo da escolaridade básica.   

Para as organizações que temem que uma lacuna de habilidades emergentes afete significativamente o desempenho de sua organização, há algumas opções: treinar, capacitar, desenvolver, implementar, aplicar, vivenciar, …. cada uma com seu conjunto de benefícios e desafios.

Todos nós precisamos nos tornar aprendizes ao longo da vida

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Adriana Berton

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