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Selva Salerno

Selva Salerno

A intuição como papel decisivo na tomada de decisões na vida e nas empresas

Muito se fala da intuição como algo que vem de dentro, que é mágico. Mas será?

Bem, a intuição que vem do latim intuitĭo ōnis e quer dizer ‘imagem refletida no espelho’, tem sido uma fiel companheira na tomada de decisões tanto no cotidiano quanto nas grandes descobertas.

Albert Einstein, assim como tanto outros gênios da humanidade, descreveu o uso da intuição em processos de pensamento em uma conferência dada em Kyoto em 1922, alegando por meio de imagens, ter encontrado a resposta daquilo que precisava resolver.

Na física, química e matemática, ainda podemos encontrar inúmeros casos resolvidos pela intuição, como é o caso de Dmitri Ivanovic Mendeleev, criador da primeira tabela periódica, prevendo as propriedades de elementos que ainda não tinham sido descobertos, obtidas na resposta por meio de um sonho. Nikola Tesla ávido de visões e intuições que davam a ideia do que deveria ser inventado, inclusive a corrente elétrica alternada, a bobina Tesla e o motor por indução elétrica, entre outras coisas. Henri Poincaré físico-matemático que alegava que tudo estaria afirmado na heurística e na utilização das intuições para chegar a resoluções matemáticas que, inclusive, fundamentaram a Teoria da Relatividade de Einstein. E não mediu palavras dizendo,

 

Provamos através da lógica, mas descobrimos a partir da intuição.

 

Mas o que é a intuição?

Um dos primeiros a se referir de maneira mais científica foi o padre e filósofo Nilkola Malebranche que em sua coletânea La recherce de la veritá, um estudo sobre sentidos humanos, dedicou um volume exclusivamente à intuição, como sendo o sexto sentido, muito mais presente em mulheres em maior evidência na gestação.

Mas, estudos hoje apontam que tanto a mulher quanto o homem são munidos dessa capacidade, e que a intuição pode ser o reflexo de engramas ou situações vividas em nosso inconsciente que flutuam ou aparecem em nosso consciente sem aviso prévio, e que em muitas vezes em função de alguma coisa pendente, como a resolução de um problema, surgem como uma resposta.

Na Psicologia, tanto Freud, indiretamente, quanto para Carl Gustav Jung, a intuição desempenha um papel fundamental para o caminho certo a ser escolhido. Para Jung, principalmente, é um dos modelos psicológicos que dá um norte à sensação, ao raciocínio lógico e ao sentimento.

A intuição se molda de um arquétipo, um modelo a ser seguido e que nos ajuda na formação da criatividade, muitas vezes em um contexto coletivo, como se fossem sincronicidades, ou seja, o surgimento de uma ideia ou pressentimento em lugares diferentes, por pessoas diferentes, quase que ao mesmo tempo.

A intuição também é definida nas artes, ou ainda, é o puro conceito de arte. Que também se assemelha ao lógico, como disse Igor Stravinsky,

 

“A música de certa forma é como a matemática, abstrata e munida de uma intuitiva “teoria”.

 

Já nos negócios temos muito exemplos como Bill Gates, Steve Jobs, Visconde de Mauã, Rodrigo Romero, Licenciado Leonardo Gutter, Luiza Trajano, e por ai vai.

Mas será que a intuição pode nos ajudar no novo normal?

Temos que entender que o Universo está em constate expansão, sempre se resolvendo, saindo do looping infinito entre o caos e a ordem, que fundamentam seus questionamentos. Quando você pára, tudo pára. E diante de tantas incertezas, não podemos ficar parados, devemos pensar e questionar, que são dois itens que acompanham a intuição. E como diz Luiza Trajano, fundadora da Magazine Luiza,

 

A intuição não vem por acaso. Intuição nasce de esforço, de sacrifício, de vontade de acontecer, de renúncia. Não é que você fica parada e ela vem. A sorte aparece para quem está em movimento.

 

Não é à toa que estamos forçadamente em um momento de inércia, porque é o momento certo para você observar. Fazer como todos os grandes gênios e pensadores da Humanidade fizeram, observar, questionar e aprender a ouvir. E ouvir, é claro, a sua intuição.

 

De forma mais inteligente do que tentar reorganizar o antigo normal, você pode se reinventar, pensar dentro e fora da caixa, ao mesmo tempo, e porque não? A intuição pode ser o mestre que está esperando pelo seu discípulo. E esse discípulo pode ser você!

 

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