salto quântico na carreira
Selva Salerno

Selva Salerno

Salto Quântico na sua vida e na sua carreira, pode?

Que tal entender de maneira mais técnica o famoso SALTO QUÂNTICO tão falado hoje na nossa Nova Versão? Será que isso só funciona na realidade micro ou também se aplica a nossa realidade?

Como tudo na física quântica, no começo do século XX um físico chamado Niels Bohr interessou-se pelo estudo do átomo, descrito por Demócrito de Abdera e Leucipo por volta do século V A.C. Ambos acreditavam que tudo era formado por pequenas partes, indivisíveis e imperceptíveis a olho nu, ou seja, não podemos perceber simplesmente olhando na nossa realidade, o chamado átomo ( a = indivisível + tomo = uma parte, um tomo).

Muito tempo depois, com a descoberta da fissão nuclear, entendemos que esse átomo pode-se dividir dando origem a outras partículas, tema para outro artigo. O fato foi que Bohr, assim como outros físicos anteriormente, como Dalton, Thomson e Ernest Rutherford, o qual serviu de inspiração, ajudou na criação um novo modelo atômico, um desenho de como seria esse átomo por dentro.

Este modelo hoje é tido como padrão, muito embora nas escolas ainda se estude o modelo de Rutherford, e se descreve da seguinte maneira:

  • O átomo é composto por um núcleo, com cargas positivas e neutras, e ao redor dele orbitam elétrons com cargas negativas, que segundo, o princípio da incerteza de Heisenberg, elas não podem se anular, uma vez que na nossa realidade negativo e positivo, se anulam, se destroem.

Então, ele desenha da seguinte maneira: esses elétrons seguem uma função, (ideia que mais tarde deu origem ao Modelo de Átomo de Schrödinger, Broglie e Heisenberg) e que seria como uma órbita, um caminho, obedecendo algumas “regras”:

  • Um elétron se move em uma órbita circular em torno do núcleo sob a influência da força de Coulomb entre ele e o núcleo, que não permitem que se anulem;
  • Obedece um momento angular (movimento de rotação de um corpo), em uma órbita permitida e não irradia nenhum tipo de energia, sendo constante, mas no caso dele receber energia externa, pode se mover para outra camada ou órbita.
 

E foi dessa ideia do modelo atómico de Bohr que nasceu o salto quântico.

 

Então, seria uma transição eletrônica atômica, que em física e química, nada mais é do que a mudança de um elétron de um estado quântico para outro dentro de um átomo quando se dá ou se perde energia.

Estes saltos são descontínuos e duram muito pouco tempo, uma questão de nanossegundos. Desta maneira, ele vai e volta saltando de uma órbita para outra. Quando ele volta para seu estado original, a sua órbita de origem, libera uma energia, uma radiação, devolvendo o que ele recebeu que lhe proporcionou o salto. Essa energia, essa radiação eletromagnética na forma de unidade quantizada, é chamada de fóton, ou seja, luz.

Cabe aqui entender que ele não necessariamente salta para a próxima camada e sim para camadas mais distantes do núcleo.

Muitos experimentos foram feitos para medição do tempo que esse salto leva em relação a radiação emitida na volta, uma vez que o salto é quase imperceptível e muito difícil de medir. O salto em si não toma tempo real, mas sim o fato de que a emissão de luz (radiação) demora a ocorrer. Isso levou inclusive a acreditar que este salto poderia não ocorrer:

Como assim?

Sim, parece ser instantâneo. O tempo é tão curto que a percepção que temos em nosso espaço-tempo é que o mesmo elétron POSSA ESTAR EM DOIS LUGARES AO MESMO TEMPO, de tão rápido que é. Como dizia o físico austríaco Erwin Schrodringer “ Malditos Saltos Quânticos”. E esta é uma das fenomenologias, da mágica da física quântica.

Bem, com o passar do tempo outros experimentos tanto mentais como físicos foram feitos e de fato foi comprovado que existe um tempo para tudo isso acontecer, mas ainda é muito cedo para definir, inclusive há quem diga que o próprio tempo como o conhecemos também dá seus”saltos”. Loucura não é mesmo?

Mas o que isso tem a ver com a nossa vida, com a minha carreira ou meu trabalho?

Como sabemos nós somos feitos de células que são feitas de moléculas e também de átomos. Teríamos de alguma forma herdado algo de quântico em nossa realidade? Analogamente, segundo descrito no seu livro O Princípio da Totalidade, Stephano Sabetti diz que o nosso nível mais baixo de energia, assim como o elétron que está muito confortavelmente na sua camada, também existe, e é traduzido como comodismo e procrastinação, quando estamos estagnados.

Contudo, diferente de um elétron que precisa manter a sua energia externa para continuar na nova camada, nós podemos permanecer em um estado novo sem retornar ao estado inicial, mas isso precisaria de uma energia, um nível de esforço, uma força além, é claro, de algo que chamamos de expansão de consciência.

Expansão de consciência? Selva você só pode estar brincando comigo, essa baboseira mística?

Pois é, mas é bom você saber que muito embora essa questão ainda seja muito discutida e por estudiosos, pesquisadores e cientistas, nossa consciência que parece ser desenvolvida, pode nos levar a estados de salto quântico quando percebemos algum conhecimento e temos uma intuição ou insight, e que dependendo do contexto e da importância que isso nos representa, pode ser permanente e mudar totalmente o nosso estado, diferente do caso do elétron, que retorna a sua camada inicial.

Isso quer dizer que em nossa realidade, embora indiretamente sejamos quânticos, sim existe uma analogia, dar um salto de consciência, perceber o erro, ter clareza e conseguir transpor as camadas ou obstáculos em nossa vida. Portanto, quando percebemos, intuitiva, racional ou espiritualmente in-formação, ideias e insight de como as coisas acontecem, tudo se torna parte de você e é nesse momento que o salto sucede.

Assim sendo, o meu caminho é o do estudo, é a forma como concebo meus saltos quânticos e como dizia Nikola Tesla:

Estude, o conhecimento é o caminho à porta da Iluminação.

E com certeza ele sabia que do que estava falando, não é a toa que o fóton é o quanta de luz.

E você é capaz de dar esse salto quântico? Deixe seu comentário. Se você não entendeu muito bem, me questione. Terei prazer em responder.

Uma boa semana e aloha…fui!

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